"Trópicos Sólidos/Materia Oscura"

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Daniel Barclay (1972), artista peruano, conclui sua residência na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) com esta exposição onde o díalogo entre culturas desconstroi formas icônicas usando cores vivas, e constrói representações do espaço pessoal.

Abertura: 23/09/2010
Vistação: 24 à 28/09/2010
segunda à sexta das 14 às 20h.
sábado das 11 às 17h.

exposição "Sobre Livros..."




Sobre Livros … é uma coletiva com artistas convidados a pensar como seu trabalho dialoga com o livro. Muitos deles não trabalham diretamente com esta questão e tiveram de refletir e solucionar seus trabalhos a partir dela.
A exposição não tem como objetivo sanar questões relacionadas ao tema, mas sim propor questionamentos e diálogos, na tentativa de ampliar a discussão sobre o assunto.

Concepção de Adriana Affortunati e Rafaela Jemmene
prorrogada até 09/10/2010.


fotos de Marcia Gadioli

As pinturas de Fabiola Racy




A mostra individual desta artista nos traz seus espaços desabitados construídos através de cores e pinceladas apaziguadas em sua rigorosa fatura e que nos leva à introspecção, à uma doce melancolia.
Na abertura contamos com a presença de amigos e artistas que desfrutaram dessas pinturas ao som do violoncelo conduzido por Camilla Ribeiro.


Agradecemos a colaboração de Aline Calado e Lucas Ribeiro pelos registros fotográficos

programação da Casa

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Oficina Encadernação Costura Japonesa
28/08 - sábado das 10 às 13h
carga horária: 3 horas
valor: R$ 50,00/oficina - material incluso

curso de pintura:

"as diversas pinturas"
com Eurico Lopes e Tais Cabral

esta oficina visa experimentar a prática da pintura sobre papéis, em pequeno formato, sem excluir a possibilidade da escolha de outras formas pictóricas. Cada aula é dividida em duas partes: uma teórica, sobre questões técnicas e históricas; e outra prática, onde o participante vai realizar ou apresentar trabalhos.

sábados - 28/08 à 25/09 das 13 às 17h
ou
segundas - 30/08 à 27/09 das 17 às 22h
escolha seu dia preferido
R$ 200,00 - papéis inclusos


Exposição Coletiva "Livro de Artista" - concepção de Adriana Affortunati e Rafaela Jemmene.

Sobre Livros … é uma coletiva com artistas convidados a pensar como seu trabalho dialoga com o livro. Muitos deles não trabalham diretamente com esta questão e tiveram de refletir e solucionar seus trabalhos a partir dela.
A exposição não tem como objetivo sanar questões relacionadas ao tema, mas sim propor questionamentos e diálogos, na tentativa de ampliar a discussão sobre o assunto.

A pesquisa se desdobrará em diversos acontecimentos paralelos entre oficinas, encontros com artistas convidados e conversas com os artistas da exposição.

visitação 17/07 à 25/09
segunda à sexta das 14 às 20h
sábado da 11 às 17h.

conversa com artistas da exposição "Sobre Livros..."

- Felipe Bittencourt, Fabio Padilha e Silvia m
27/08/10, sexta-feira, 19h
mediação: Adriana Affortunati e Rafaela Jemmene

- Fabiola Notari e Ulysses Bôscolo
03/09/10, sexta-feira, 19h


- Coletivo G4 - Célia Saito, Day Mari e Sinval Garcia
17/09/10, sexta-feira, 19h
mediação: Adriana Affortunati e Rafaela Jemmene


Café Contemporâneo
espaço que tem por objetivo propiciar o diálogo entre realizadores, teóricos, filósofos e o público interessado em debater as artes através dos múltiplos olhares provindos da arquitetura, da teoria e filosofia, da psicanálise e outros que fomentem a discussão em torno da arte na contemporaneidade, pautando-se pela atuação proposta pela Casa. Como parte da proposta das organizadoras da exposiça "Sobre Livros...teremos dois encontros com artistas com vasta pesquisa e produção de livro de artista

- Fabio Morais
sábado 28/08 das 15 às 17h.
"Que roupa de couro nada, meu fetiche é por livro"

- Edith Derdyk
sábado 11/09 das 15 às 17h.
"O Livro de artista como partitura coreográfica"

oficina:

"Regras de jogos: palavras,livros e jogos na arte contemporânea".
À partir da conjunção da materialidade de que são feitos os livros (e as palavras) e de práticas literárias e das artes plásticas, que serão fomentas as discussões em grupo e emergirão as propostas de (des)construção dos sistemas de ordenação e parâmetros de vizinhança bem como o surgimento de outras regras para jogos outros.

sábados: 11 e 18/09, 02, 09, 16 e 23/10 das 10 às 12:30
ou
segundas-feiras: 13, 20 e 27/09, 04, 11 e 18/10 das 18 às 20:30.
Faça sua inscrição
R$ 150,00.

exposição de Fabiola Racy

A mostra individual desta artista nos traz seus espaços desabitados construídos através de cores e pinceladas apaziguadas em sua rigorosa fatura que nos leva à introspecção, à uma doce melancolia.

visitação: de 21/08 à 23/10

Rua Capitão Macedo, 370 - V.Mariana - SP
tel: (11) 2337-3015
casacontemporanea370@gmail.com
de segunda à sexta das 14 às 20h
sábado das 11 às 17h.

As pinturas de Fabiola Racy

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Da delícia da cor

As atmosferas invariavelmente espessas, saturadas de cor dessas telas de Fabíola Racy, contrastam com a ausência e o silêncio que elas igualmente exalam. Embora as cores sejam suas protagonistas, a ponto de dissolver pelas bordas os objetos, construções e paisagens que nelas se vêm representados, elas são rebaixadas, sóbrias, como um dia de sol que se quebra em mosaicos efêmeros graças ao trânsito contínuo das sombras despejadas pelo movimento das nuvens ou como um assobio intimidado pela quietude circundante. E essa baixa temperatura cromática, ao passo em que anima nossa introspecção, é grandemente responsável por uma certa impotência que nos atravessa quando as contemplamos; garante nossa desaceleração progressiva, a tendência ao estático que nos leva a observar impassíveis os objetos comuns depositados em balcões, os detalhes banais das estruturas, as paisagens longínquas recortadas por batentes e portas, as perspectivas simples e abruptas a sugerirem distâncias, as cadeiras vazias de costas como a enfatizar um espaço que se prolonga indefinidamente para o interior da tela, todas elas áreas que nos escapam, inatingíveis.

Por outro lado, e contraditoriamente, as cores estão logo aqui. Vê-las é o mesmo que mergulhar nelas, avançar com os olhos tentando penetrar em suas fibras, apalpando-lhes a carne densa e opaca, acompanhando o modo ostensivo como são aplicadas nas superfícies das telas através de pincéis achatados, largos, em camadas sobrepostas e deliberadamente descuidadas. Fabíola não hesita em aplicar sem disfarces uma cor sobre outra ou uma cor sobre ela própria. Essas veladuras criam zonas de flutuação como também pequenos abismos de margens esgarçadas. E a artista faz isso sem jamais incorrer num desenho nítido, sem lançar mão de linhas que funcionem como nervuras capaz de separar os objetos, entre o espaço da arquitetura e o da natureza. A linha límpida talvez afastasse a solução misteriosa, o compromisso com o enigma tão evidentemente perseguido por essas pinturas. Antes a atmosfera da sugestão do que a cifra mental e incisiva do desenho. E o resultado é que ficamos assim indecisos entre a significação das imagens e a presença das cores. O confronto com imagens leva ao reconhecimento, a reverberação do mundo com o conhecimento que dele trazemos embutido. O confronto com as cores apresentadas da maneira franca como nos oferece Fabíola, leva-nos à experimentá-las sem mediações, desarmados. Encontramo-nos com esses verdes, azuis, ocres, vermelhos, cinzas e brancos como se fora pela primeira vez, com o mesmo prazer e intensidade com que mordemos a polpa de uma fruta madura.

Agnaldo Farias